quinta-feira, 8 de março de 2012

Uncle Sam contra o Irã


Uncle Sam chamou todos os seus comparsas para a reunião no Pontógono (antigamente era conhecido como Pentágono, mas como eles nunca saem do mesmo ponto...). Uncle Sam estava vestido como de costume, cartola e fraque nas cores do seu country. Ao seu redor se encontravam seus assessores da guerra: mister Killer e Hylárya Píton.
– Olá, lady and gentleman, convoquei os senhores para elaborar nossas estratégias para the war.
Ao ouvir essa palavra, mister Killer sentiu arrepios em sua espinha. Sir Killer também é conhecido popularmente como diabo, entretanto adotou uma nova aparência... Agora ele é de um tipo musculoso, mas sem chifres para evitar as piadinhas, como: lá vai o corno, o chifrudo! Sabe... A imagem estava demasiadamente gasta, ninguém mais se assusta com um tipo vermelho e de chifres rodando por aí, vão pensar que é carnaval fora de época e vão perguntar onde comprou o abadá e cantarão em coro as vogais de um axé fora de moda. Já o loiro musculoso de olhos azuis pode até passar por mocinho da história, ele já estava cansado de ser o malfeitor.
Men, vamos fazer a guerra contra o Irã, Síria... Vamos chupar o petróleo daquele Country como se bebe coca-cola no canudinho.
Hylárya Píton ficou vermelha e questionou como eles fariam isso. Uncle Sam respondeu que ele sempre tinha bombas escondidas na cartola (tão escondidas que até hoje procuram-nas no Iraque...). No mais, eles tinham El Diablo Ramadi, conhecido como a lenda (lenda às vezes lembra coisas boas, outras, desgraças), nas horas vagas trabalhava como o exterminador do futuro das pessoas. Para dominar o mundo eles iriam utilizar de todas as técnicas, como a utilização dos Drones (avião não tripulado) e alguns viciados em joguinhos maléficos. Uncle Sam falava entusiasmado todo o seu plano diabólico, com as verdinhas pingando no nariz (não o dólar, mas as secreções nasais advindas de uma gripe cachorrina na economia mundial).
Uncle Sam, Hylárya Píton e Mister Killer comemoram com a abertura de uma cidra (a recessão chegou até na casa white...). Logo estariam mijando em alguns cadáveres por aí, além, é claro, de sugar todo o petróleo que puder. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

El Diablo Ramadi


      Meu name ser Mister Killer, em portuguesa ser senhor matador, mas no é pegador de mulher, eu não gostar de pular na pelada, adorar mesmo bacamarte, pistola e espingardas grandes e chupar picolé itu a escorrer o leite no canto da boca. My name é my orgulho, representa meu country, que quer matar people em busca de money.

      Eu ser american man, ex-soldada Americana, gostar muito de matar, no gostar de amar. Amar é o sentir fraco dos men. Os fortes não amar, matar uns aos outros é ser forte. Eu ser mucho forte, ser o que os brasilenhos chama de burro... No, parrudo. Eu gostar de dar porrada no mundo ao mando de uncle Sam, tenho cartola nas cores de my mother North America. Eu também colecionar bibelôs nas cores de my country.

      Eu adorar o meu fazer na mission em Iraque. Só matar duzentas e vinte cinco pessoas, pois a vida americana valer mais do que da mulher com arma, no... alma distorcida. Lá, no Iraque, me chamar de El diablo Ramadi, por dizer que eu cheirar a sulphur, como é mesmo o nome em portuguesa? É... É essa mesmo... Enxofre. Mas eu não cheirar a enxofre, já passei até o dedo na rodela e não senti. É maldade dos homem, eu ser muito boazinho, nunca deixei uma bala no pente...

     Eu vou lançar livra... No, é libro, também não. Vai lançar my book a contar minha tática de guelra (isso não é fish?), ou melhor, minha catarse em matar as pessoa. My libro ser sucesso de vendas em todo mundo. Eu adorar ler Crepúsculo por eu ser inteligente, mas não conseguir escrever igual, pois eu não brilhar feito purpurina purple quando estar fazendo topless na praia. Meu livra vai ser bestseller, é muito boa igual Crepúsculo. Também eu vai ser ator, vou estrear como o Exterminador 6, pois o Arnold estar muito pelancudo, só servir agora para ser governador.

     ¡Hasta la vista!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TUDO É POSSÍVEL?

     Dá para ficar assustadiço com as coisas que os homens inventam.... Leitor, não se assuste não! Inventando, eu digo por criar ilusões, não é uma arma nova no mercado não! Apesar, é claro, de terem inventado a bala que acerta sua trajetória no ar a mais de dois quilômetros de distância, mas isso é outra história.... Alguns senhores, por exemplo, afirmam que Deus abriu um centro de estética, logo você poderá comer aquela picanha gordurosa que é só rezar que perde seus quilinhos. Outro senhor diz para as senhoras que não é pecado chupar um pirulito de vez em quando, só não pode se melar com o melzinho (mas como? Abocanhou o canudo e agora vai ter que babar?).

     Imagine a cena. Deus com a sua barba longa e sedosa administrando a clínica de estética “corpo celeste”. A equipe médica, como dá para supor, seria composta por anjos e santos canonizados pela tradição, todos comandados pelo todo poderoso. Gabriel, Miguel e Rafael fariam a triagem dos pacientes, encaminhando-os para os santos que já têm a sua especialidade concretizada nas crenças das pessoas.

     – Miguel, encaminhe essa para o Dr. Expedito. Ela só está querendo perder dez quilos em apenas três minutos, como ele é PhD em causas impossíveis, talvez ele dê um jeitinho nela...

    – Essa daqui, Rafael, mande para o Dr. Jorge. Ele já está acostumado em enfrentar e espetar dragões mesmo.

    Rafael olha para o lado e se dá conta de um senhor que deseja erguer uma parte ínfima do seu corpo que há alguns anos anda adormecida.

    – E esse, Gabriel, o que faço com ele?

    – Ah, leve-o para o Dr. Benedito, ele sabe como erguer e fincar um mastro...

    Sigismunda negava-se a aceitar a anestesia de Adão, por que não de Eva? Não foi ela que fez o homem comer o fruto proibido e tornou-os meros mortais?

    Gabriel, vendo que Sigismunda atrapalhava a fila, que já estava maior do que a do SUS, encaminhou-a logo para atravessar o arco-íris...

    Como já existem clínicas de estéticas operando milagres nas gordurinhas indesejáveis, quem sabe algum dia nem precisemos mais ir a academia malhar para o carnaval, para a praia, ou até mesmo para ser um fisicultor, basta ir para a “Aleluia fitness” que seus músculos já saem “bombados”...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estante

      Queria de qualquer forma ser um vencedor. Apesar dos pesares acreditava que iria ser alguém importante. Quem sabe um dia o seu nome não seja dado a alguma rua, avenida, ou até mesmo um bairro? Sonhava com os seus dias de glória, mas, apesar de sonhar, era honesto, não iria passar a perna em ninguém. Por isso que seu nome não manchará de esquecimento nenhuma rua, só lhe resta um fim trágico, como a vida que é dramática e portuguesa (não sei para quê tantas besteiras).

     Como todo dia acordou cedo, às quatro horas, a fim de trabalhar nos seus escritos. Riscou o fósforo para acender a vela que roubou do cruzeiro do cemitério, no Brasil todo dia é dia das almas, vela nunca iria lhe faltar. Tinham lhe cortado a luz, assim como a água. Gás ele não precisava, já que não tinha nada para cozer. Quando a sua fome apertava, ele procurava comida nos sacos de lixo, restos de comida estragada que seus vizinhos jogavam fora. Estes, por sua vez, passaram a não jogar mais os restos no lixo, queriam que ele definhasse que morresse com falência múltipla de órgãos, seria ótimo para as suas vidinhas vazias.

     Mesmo com o seu toco de vela e a fome apertando-lhe as entranhas foi escrever. Gastou três folhas numa estúpida estória de amor. Rasgou as folhas. Lembrou que seu último lançamento fora um fracasso. O que será que acontecia? Ele era um misto de Kafka, Machado e Rosa (como é possível?!). Ninguém o lê. Ficou ali quase em estado de putrefação.

    Saiu pelas ruas. Todos queriam-lhe em suas estantes. Como em revolta os vizinhos avançaram em cima de seu corpo magrelo, feito bestas insaciáveis para lerem as linhas de seu corpo, arrancam-lhe os membros, em um sinal de regozijo religioso.

    Miss Fiesguer pegou a parte que lhe cabia. Ávida pegou o membro desfalecido em suas mãos, chupou feito pirulito (lembrem-se que não é pecado, diz o senhor Pastor) e levou para sua casa, parecia que tinha vida própria, pois intumesceu, e túrgido a cara senhora enfiou o nabo entre as suas pernas enquanto tocava a nona sinfonia de Beethoven em seu piano alemão, estremecendo de gozo e satisfação.

   No final Sigismunda segurava a cabeça (parte alta do corpo, é claro, Miss Fiesguer nunca abrirá mão, ou os lábios, para deixar a cabeça grotesca solta por aí, pois sonhava com algo duro em sua vida há tempos) e perguntava-se com o seu bafo de barata:

   – Despersonalizou-se? Arrancando-lhe um beijo de seus beiços frigidos pela frieza da morte.

   Neste momento observava-se um sorriso maroto nos lábios de seu crânio, afinal morrera sorrindo, não sabia que era tão amado.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fugere realitas

      Olá cambada, a vida anda ingrata, mas continuo a manter-me aqui frente a ti, pois o teu desprezo é que me mantém vivo... Após uma semana exaustiva, sempre à procura do inalcançável, do inaudito (em outras palavras: procurando trabalho), estou tentando fugir da realidade, ou aceitar a merda que é a vida. Isso é claro, após cruzar alguns municípios, numa pequena viagem de três horas e meia, cheguei à conclusão de que estou inapto para viver neste mundo (Keplerianos me resgatem, HELP me. Atualmente acho que até os extraterrestres falam inglês. Afinal, é a língua do imperialismo!). Por isso estou pensando em formas de fugir da realidade, por ver que o mundo é cão (desculpem-me os seres caninos).

      Uma forma de fugir da realidade provável e indicada para senhoras recalcadas é assistir novelas, açúcar romântico de maldades esdrúxulas dos vilões e bondade exacerbada da mocinha estúpida, fins redondos, personagens redondos, deixando a própria senhora redonda. No fim tudo acaba bem para todos os personagens, um engano para as cabeças vazias que pensam que a vida é uma novela (êta passividade louca!). Após ver que tua vida é vazia devido ao excesso de novelas (romantismo demais às vezes mata os neurônios), se quiser gastar um pouco de dinheiro, vá ao psicólogo, deite no divã e conte a tua infância, mas no fim tu terás que pôr a mãe no meio, o que dá uma encrenca desgraçada...

     - Fale-me de sua infância?

     - Ah! Eu comia muito doce!

      - O doce era uma forma de você desviar os sentimentos reprimidos de ódio que sentia pelo seu pai, quando ele ia realizar um coito com a tua mãe... Meu caro, isso é apenas um complexo de Édipo. Passe na minha secretária gostosa e pague a hora, somente duzentos reais, que eu vou comê-la quando sair daqui com o dinheiro de um otário (no final tudo é culpa de Édipo, também quem mandou comer a mãe! E o pior, é tu que pagas o pato).

      Uma boa forma de fugir da realidade é a musica, mas atualmente ela está muito universitária (antigamente costumava ser Phd). Vá entender o porquê de as pessoas escutarem Teló’s e outros dejetos fecais que adentram no cenário musical (se é delícia, como ela pode matar? Já viu veneno ser gostoso? Mata só se for de tédio). Salvem-nos, Beatles amados! Afaste-nos de “Créu” e de Michel Teló, agora e sempre. Amém.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O VENCEDOR

      Odiava os perdedores... Desde criança se habituou com o jeitinho verde-amarelo de atingir seus objetivos nefastos, chegou até a subornar seus pais, já que descobriu que ambos pulavam a cerca com os vizinhos. Odiava os nerds e os cults, pois estes eram sempre perdedores (num país de energúmenos, tentar ser diferente é sinal de sandice). Roubava sempre. No futebol quebrava a perna de um se fosse necessário, quiçá o pescoço. Nas provas bimestrais colava de algum nerd, ameaçando-o, pois, se não desse cola, iria quebrá-lo na saída. Até nas relações amorosas, carnais, arrumava um jeito para se dar bem. Inventava fortunas, mansões e carros de luxo que só existiam na ficção de suas cantadas. Após o coito o vencedor afoito ia embora do motel, deixando para o encargo da moça a diária caríssima, o valoroso custo de sessenta reais (isso que dá ela ficar assistindo novela o dia inteiro... Só respira açúcares).

     No vestibular escolheu um curso que correspondia com a sua índole inabalável. Iria ser um bacharel em direito (claro que não seria um licenciado, assim a crônica se chamaria o perdedor, nem direito ao trabalho ele teria). Aprovou-se. Formou-se. Viu que a advocacia não lhe renderia muitos dividendos devido à condição social do país e à concorrência.

     Virou empresário. Sua empresa fartou-se devido aos viciados em jogatinas. Seus negócios giravam em torno de caça-níqueis e jogo do bicho. Tanto dinheiro tinha que ser limpo de alguma forma, foi por isso que o vencedor adentrou no ramo da construção civil. Além de lavar o dinheiro adquirido pelos seus negócios, ele ganhou mais ainda, já que adentrou na política e lucrava com concessões de obras superfaturadas. Com o dinheiro que dava para construir cinco escolas ele construía duas e embolsava o resto. Com os amigos ria alto e falava que sua fazenda de “laranjas” lhe rendia muito dinheiro, afinal o povo é que se dane.

    Candidatou-se mais tarde nas eleições a deputado federal. Venceu (não esqueça que ele é o vencedor). Mamou até onde pôde e não pôde nas tetas do estado, esta gata gorda e leitosa. Viveu como um rei absolutista em palacetes e carros de luxo. Entretanto, como a morte vence qualquer um, até mesmo os vencedores, chegou a sua vez, foi diagnosticado um tumor maligno em suas entranhas (ele que já era um para a sociedade, agora tinha um dentro dele). Contratou os melhores médicos que existiam, o que só prolongou o seu sofrimento. No dia de sua morte, o vencedor estendeu a sua mão magra e pálida cheia de fios e mangueiras e, mesmo entubado, sussurrou: Fui vencido. Caiu a mão e morreu. Foi sepultado como herói (nada mais comum, bandidos no final são sempre heróis) com o choro incontrolado da turba (são sempre esquecidos e perdem suas lágrimas com porcarias).